Tipos de bicicleta elétrica

Tipos de bicicleta elétrica: pedal assistido, acelerador, dobrável e bikelete

Resposta rápida: existem cinco formatos de bicicleta elétrica no mercado brasileiro: pedal assistido (motor ajuda enquanto você pedala), com acelerador (anda sem pedalar), dobrável de aro pequeno, bikelete estilo scooter com banco largo e fat bike de pneu largo. Pela lei, a diferença que importa é o acelerador: com ele, o modelo é classificado como autopropelido, e em nenhum dos dois casos precisa de CNH se ficar até 32 km/h.

Pedal assistido

O motor só liga quando o sensor percebe a pedalada, e para de empurrar perto de 25 km/h na maioria dos modelos. É a bicicleta elétrica no sentido da lei.

Existem dois sensores. O de cadência liga o motor quando o pedal gira, em qualquer força. O de torque mede a força que você faz e responde na mesma proporção, o que deixa a pedalada mais natural e economiza bateria. Torque é mais caro e mais raro em modelo de entrada.

Para quem: quer exercício leve, trajeto longo, subida. A autonomia rende mais, porque as suas pernas ajudam.

Com acelerador

Um manete no guidão faz a bike andar sem pedalar. Pela Resolução 996, bicicleta com acelerador sai da categoria “bicicleta elétrica” e entra em “autopropelido”, que tem os mesmos limites de 1.000 W e 32 km/h e também dispensa CNH e placa, com um detalhe: largura até 70 cm e entre-eixos até 130 cm.

Para quem: quer chegar sem suar, tem joelho que reclama ou usa para entrega curta. O preço é bateria: sem pernas ajudando, a autonomia cai.

Dobrável

Aro 12 a 20, quadro que dobra ao meio, guidão que abaixa. A Honeywhale B20 e a Mymax Enjoy são desse tipo. Cabem no porta-malas, no elevador e embaixo da mesa.

O que não fazem: roda pequena sente muito buraco e paralelepípedo, e a estabilidade em 25 km/h é menor que a de uma aro 26.

Bikelete ou scooter elétrica

Banco largo, cesto, farol, às vezes pedal decorativo. A Yoo Y-200 é o exemplo mais vendido. É o formato de quem troca a moto pequena ou o ônibus no trajeto de bairro.

Atenção: muita “scooter elétrica” desse formato vem com 1.000 W e 45 a 55 km/h. Aí é ciclomotor, com placa e CNH. Confira a velocidade de fábrica antes de comprar.

Fat bike

Pneu de 4 polegadas, visual robusto, bom na areia e na terra. O pneu largo gasta mais bateria e pesa mais. Muitos modelos fat vendidos aqui têm 750 W ou mais e passam de 32 km/h, então a mesma checagem vale.

Aro: 14, 20, 26 ou 29?

  • Aro 12 a 16: dobráveis. Portáteis, menos estáveis.
  • Aro 20: meio-termo, comum em fat bike e dobrável maior.
  • Aro 26: padrão urbano, conforto em rua ruim, bom para trajeto longo.
  • Aro 29 e 700: mais rápido e eficiente, para ciclista mais alto e estrada.

No Mercado Livre, com foto do anúncio

Honeywhale B20 dobrável (440 W, 25 km/h)

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Yoo Mobility Y-200 (350 W)

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Yoo Fleek aro 26 (250 W, pedal assistido)

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Na Shopee

Na Shopee, confira no anúncio a velocidade máxima de fábrica: até 32 km/h, sem CNH.

Importway 48 V, 32 km/h, na Shopee

Bikelete autopropelida 500 W na Shopee

Motor no cubo ou no centro?

  • Motor no cubo da roda (traseira ou dianteira): o mais comum e barato. Simples, pouca manutenção. Na traseira, a tração é mais natural.
  • Motor central (no pedivela): usa as marchas da bicicleta, sobe ladeira com mais eficiência e dá sensação mais natural. É mais caro e aparece em modelos de linha superior.

Para uso urbano plano, motor no cubo resolve. Para ladeira forte e trajeto longo, o central compensa.

Bateria no quadro, no bagageiro ou embutida

  • No tubo inferior (tipo garrafa): fácil de tirar para carregar em casa.
  • No bagageiro: comum em modelos urbanos; deixa o peso atrás.
  • Embutida no quadro: visual limpo, mas nem sempre removível. Confira antes, se você não pode levar a bike até a tomada.

Marchas

Bicicletas aro 26 e 700 costumam ter câmbio de 7 marchas. Com pedal assistido, as marchas ajudam a manter uma cadência confortável e economizam bateria. Dobráveis e bikeletes geralmente têm marcha única.

Suspensão

Suspensão dianteira melhora o conforto em rua ruim, mas pesa mais. Em cidade com asfalto bom, garfo rígido é suficiente. Pneu mais largo também absorve impacto.

Perguntas frequentes

Qual tipo de bicicleta elétrica gasta menos bateria?

A de pedal assistido com sensor de torque, porque a sua força soma com a do motor o tempo todo.

Bicicleta elétrica dobrável é boa para uso diário?

É boa para trajeto curto e combinado com metrô ou ônibus. Para mais de 10 km por trecho em rua ruim, uma aro 26 cansa menos.

Bikelete precisa de placa?

Não, se ficar até 32 km/h e 1.000 W. Acima disso, é ciclomotor e precisa de registro, placa e ACC ou CNH A.

Em resumo

Pedal assistido para quem quer pedalar, acelerador para quem quer andar sem esforço, dobrável para quem não tem espaço, bikelete para carga no bairro. Em todos os formatos, 32 km/h é a linha que separa a bike livre da que pede documento.

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